Arquivo de maio, 2012

#LevantePelaSaúdedaMulher

Publicado: 28 de maio de 2012 em Feminismo, Luta

O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher foi tirado em uma reunião da Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos (RMMDR), realizada no V Encontro Internacional sobre Saúde da Mulher, na Costa Rica, em maio de 1987. Em 1988, o governo brasileiro determinou este mesmo dia como a data nacional para combate à morte materna, instituindo a comemoração neste mesmo 28 de maio, do Dia Nacional de Redução da Morte Materna.

Como forma de dar mais visibilidade a esta importante luta, o Levante Popular da Juventude RJ fez na manhã desta segunda (28) uma intervenção no CIEP Nelson Antelo Romar (Km 49 Estrada Rio/São Paulo, Km 49 – Seropédica). Onde através de atividades de agitação fez debate em torno da sexualidade e da não violência à mulher. Ao final da atividade toda a escola foi ornamentada com cartazes produzidos durante a oficina.
O reconhecimento desse dia e tema é fruto de mobilizações do movimento feminista e não poderia deixar de ser bandeira de um Projeto Popular que se preocupa com a saúde da classe trabalhadora, cuidando das especifidades da mulher!!!

NOS LEVANTAMOS PELA DIGNIDADE E SAÚDE DAS MULHERES POBRES!

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“Obrigado, garotada.”

Publicado: 17 de maio de 2012 em Luta, Memória, Verdade e Justiça

Por Marcelo Rubens Paiva, em seu blog.

Sensação estranha essa.

O que você faria se soubesse do endereço do militar responsável pela tortura e morte do seu pai?
E que ele circula pelo bairro livremente?

Soube hoje pelo vídeo postado no Youtube que um dos responsáveis pela morte do meu mora na Rua Marques de Abrantes, Botafogo, zona sul carioca, em que passo direto, sem nunca ter me dado conta de que no 218 mora a figura que mudou a vida da minha família e trouxe tanto sofrimento para nós e muitas outras famílias.

O que vou fazer a respeito?
Nada.
Vou esperar que a Comissão da Verdade faça.
Nem desviarei do meu caminho. Nunca desviei.

O vídeo foi postado pelo movimento Levante Popular da Juventude:

Que promove o esculacho a torturadores e agentes da repressão suspeitos em todo o país; os esculachos [ou escrachos] são ações similares às promovidas na Argentina e no Chile, em que jovens fazem atos de denúncias e revelações de torturadores da ditadura militar que não foram presos ou julgados.

No início de abril, um protesto semelhante foi realizado em São Paulo contra Harry Shibata, médico que teria atestado o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, em 1975.

No manifesto do grupo:
“Os manifestantes apoiam a instalação da Comissão da Verdade, cobram a localização e identificação dos restos mortais de desaparecidos políticos e exigem que os torturadores sejam julgados e punidos.
Os jovens condenam a movimentação dos setores conservadores dentro e fora das Forças Armadas, que não aceitam a democracia e não admitem a memória, a verdade e a justiça, desrespeitando a autoridade da presidenta Dilma Rousseff e ministros de Estado, como no manifesto “Alerta à nação”.
Por isso, os jovens saem às ruas para denunciar a impunidade de torturadores e criminosos da ditadura com o objetivo de sensibilizar a sociedade e garantir que a Comissão tenha liberdade para fazer o seu trabalho e alcance seus objetivos.”

No dia 26 de março, o movimento fez protestos em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba contra agentes da ditadura suspeitos de torturaram, mataram, perseguiram militantes.
E segundo matéria no ESTADÃO de hoje, de João Coscelli:

Manifestantes fazem uma nova rodada de “esculachos” contra torturadores e agentes ligados à ditadura segunda-feira, 14, em cidades de 12 Estados do País. Os protestos ocorrem poucos dias depois de a presidente Dilma Rousseff nomear os membros da Comissão da Verdade, destinada a esclarecer casos de violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.

No Guarujá, litoral de São Paulo, cerca de cem pessoas protestaram em frente ao prédio onde mora tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como torturador. Membros do grupo Levante Popular da Juventude, que organiza os atos, afirmaram ter recebido informações de que o ex-militar, chamado de “torturador pra presidente Dilma”, estaria em casa, mas ele não se manifestou. O protesto teve início às 10h e durou uma hora.

Em Belo Horizonte, o alvo do esculacho foi João Bosco Nacif da Silva, médico-legista da Polícia Civil da ditadura, que teria atestado uma laudo médico de suicídio para um prisioneiro torturado em uma delegacia da capital mineira em 1969. Cerca de 50 pessoas compareceram em frente ao prédio do médico com cartazes denunciando sua participação na repressão. De acordo com um dos manifestantes, Nacif da Silva se exaltou e tentou agredi-los, o que motivou o encerramento precoce do ato. A Polícia Militar apenas acompanhou a ação.
O grupo também promoveu manifestação em frente à residência do general da reserva José Antônio Nogueira Belham, denunciado como torturador do militante Rubens Paiva. Belham, que atualmente mora na zona sul da capital fluminense, foi o chefe do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) do Rio durante a ditadura.

Na capital baiana, quem recebeu o esculacho foi Dalmar Caribé, cabo do Exército acusado de ser o responsável pelos assassinatos dos militantes Carlos Lamarca e Zequinha Barreto. Em Recife, o desembargador aposentado Aquino de Farias Reis, ex-delegado do Dops também foi alvo de manifestação.
Houve protestos também em Teófilo Otoni (interior de Minas), João Pessoa (Paraíba), Belém (Pará), Aracaju (Sergipe), Fortaleza (Ceará) e em Natal (Rio Grande do Norte).

Bacana. Criativo. Justo.

Obrigado, garotada.

A família agradece.

Confira o vídeo-balanço de todas as ações de escracho do Levante Popular da Juventude pelo Brasil afora, realizadas no último dia 14 de maio.

Homenagem aos Pracinhas

Publicado: 17 de maio de 2012 em Luta, Memória, Verdade e Justiça

O Levante Popular da Juventude do Rio de Janeiro prestou no dia 14 de maio, no Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, uma homenagem aos brasileiros que lutaram contra o nazifascismo. O ato contou com a presença de Pedro Moreira Lima representando seu pai, o brigadeiro Rui Barbosa Moreira Lima, que não pode comparecer por estar hospitalizado.

O brigadeiro Rui Barbosa Moreira Lima 92 anos, veterano de 94 missões de combate, herói de guerra agraciado com a Cruz da Aviação, a Medalha da Campanha da Itália, a Medalha de Campanha do Atlântico Sul e a Presidential Unit Citation, por extraordinário heroísmo em ação contra inimigos armados, foi um dos primeiros militares a serem perseguidos pelos golpistas em 1964. Comandante da Base Aérea de Santa Cruz, ele foi afastado de seu posto em 2 de abril, dia seguinte ao golpe.

Tendo como música de fundo a “Canção do Expedicionário”, a cantiga dos soldados brasileiros na 2ª Guerra Mundial, o Levante Popular da Juventude entregou ramalhetes ao homenageado e depositou junto ao monumento um arranjo de flores com a incrição “Glória eterna aos heróis da liberdade”.
Ao mesmo tempo os jovens (os promotores do ato) reafirmaram sua disposição de continuar exigindo a punição daqueles que desonraram as Forças Armadas, traindo a Pátria ao se colocarem a serviço de uma potência estrangeira, pilhando a Nação, perseguindo seus companheiros de farda, torturando, matando e desaparecendo com os heróis do povo brasileiro.
E prometemos que não desistiremos dessa luta.

Como diziam nossos combatentes na 2ª Guerra Mundial: a cobra vai fumar. Por isso, senta a pua.

#LevanteContraTortura

Publicado: 16 de maio de 2012 em Luta, Memória, Verdade e Justiça

Na manhã da última segunda-feira, 14, nós, os jovens do movimento Levante Popular da Juventude do Rio de Janeiro, realizamos um protesto contra o torturador José Antônio Nogueira Belham, em frente a sua casa, no Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro, na rua Marques de Abrantes, 218.

Com o intuito de chamar a atenção da sociedade sobre a importância da Comissão Nacional da Verdade, que tem por objetivo investigar os crimes cometidos por agentes de Estado (torturas, assassinatos, sequestros) no período da Ditadura Militar (1964-1985), promovemos um ato de escracho/esculacho contra Belham para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar.

Belham, envolvido nas torturas como colaborador e informante, foi o chefe do DOI-CODI do Rio (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um dos órgãos de repressão do governo brasileiro durante o regime militar. Dentre as inúmeras torturas e assassinatos cometidos em sua repartição está a do engenheiro civil e militante pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Rubens Paiva, como citado no livro A Ditadura Escancarada (p. 326), de Elio Gaspari (2002).

O caráter da ação, conhecida como “escracho”, baseia-se em ações similares as que acontecem na Argentina e no Chile, em que jovens fazem atos de denúncias e revelações dos torturadores que continuam soltos e sem julgamento de suas ações durante a Ditadura Militar.

O Levante, na ambição de ter a verdadeira história do nosso país revelada, vai continuar denunciando os torturadores e lutando pela justiça até que sejam todos eles julgados. Se não há justiça, há escracho.

Confira os vídeos da ação:

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LEVANTE PELA JUSTIÇA!!

Cerca de 150 jovens, ex-perseguidos e familiares de mortos e desaparecidos políticos protestaram hoje, ao meio dia, em frente à sede do antigo DOPS do Rio de Janeiro, para cobrar a imediata instalação da Comissão Nacional da Verdade e pela revisão da lei que anistiou os agentes torturadores da ditadura militar no Brasil.

A manifestação, organizada por diversos grupos que lutam pelo direito à Verdade, Memória e Justiça no Rio de Janeiro, exigia a abertura de todos os arquivos ainda secretos, e o resgate da memória daqueles que lutaram contra o regime autoritário que comandou o Brasil de 1964 a 1985.

“A grande participação de jovens nesse ato nos dá a certeza de que a luta de quem se levantou contra a ditadura no Brasil não será apagada e que não viveremos mais tempos como aqueles”. – afirmou Carol Dias, do Levante Popular da Juventude, uma das organizações presentes no ato.

DOPS

O Departamento de Ordem Política Social serviu de presídio para perseguidos políticos durante a Ditadura Militar, mas sua atuação é controversa desde 1913, quando foi fundado. Hoje, no prédio do antigo, funciona o Museu da Polícia Civil, e o seu acervo contêm uma coleção de objetos afro-brasileiros, recolhidos pela polícia no século XX, por força do art. 157 da legislação penal, que condenava “o espiritismo, a magia e seus sortilégios”. Durante o Estado Novo, o DOPS também serviu de presídio para Olga e Luiz Carlos Prestes. Durante a ditadura militar, centenas de presos políticos foram conduzidos ao prédio da Polícia Central.

A juventude contagiou com irreverência e mística todos os presentes. Através de encenações teatrais remontando as torturas ocorridas nos porões da ditadura os jovens deixaram sua mensagem: não aceitamos mentiras nem torturas, queremos a verdade sobre a história do Brasil. A bateria composta por instrumentos reciclados deu o tom da manifestação. A montagem teatral contou com a colaboração do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) que tem como missão promover o fortalecimento da cidadania e a justiça social através do Teatro do Oprimido, como meio democrático na transformação da sociedade. Um dos seus militantes fundadores, Augusto Boal, atuou intensamente contra o regime ditatorial no Brasil.

Revelações

Os manifestantes também cobraram a apuração das declarações recentes do ex-delegado do Dops, Cláudio Guerra, que afirma que os corpos de pelo menos 10 militantes de esquerda foram incinerados em uma usina de açúcar no Rio de Janeiro. As declarações do delegado, apesar da falta de comprovação, impulsionam ainda mais a luta popular pela instauração da Comissão Nacional da Verdade. A manifestação em frente ao DOPS, no Rio de Janeiro, faz parte da Semana Nacional de Lutas pela Verdade, Memória e Justiça. Foi promovida pelo Coletivo RJ Pela Memória, Verdade e Justiça – Comitê pela Justiça, Verdade e Memória de Niterói – Consulta Popular – DCE UNIRIO – Frente pela Memória, Verdade e Justiça – Levante Popular da Juventude – PCB – PCdoB – Rede Democrática – União Estadual dos Estudantes – União da Juventude Socialista.

#LevanteContraoRacismo

Publicado: 14 de maio de 2012 em Educação, Luta

Na manhã da última quinta-feira, 10 de maio, o Levante realizou ações para reivindicar cotas em várias universidades públicas do país.