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No dia 03 de maio o Levante Popular da Juventude esteve no Calçadão de Campo Grande, Rio de Janeiro – RJ, exaltando o dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

Com intervenções artísticas e culturais, de fundo político, o Levante conversou com os trabalhadores e trabalhadoras que circulavam pelo Calçadão, sobre as contradições que a classe trabalhadora sofre todos os dias, vítimas dos abusos cotidianos que os patrões e da elite brasileira e internacional.

Essa exploração se acentua ainda mais para a juventude brasileira que sofre ainda mais com a debilidade de acesso ao emprego formal, sobrando a esta trabalhos mal remunerados e altamente exploradores, em que a juventude é obrigada a se submeter.

Hoje a juventude brasileira é vista apenas como mão de obra do mercado de trabalho, que domina os trabalhadores e trabalhadoras explorando sua força de trabalho sem se preocupar com as condições de vida desses trabalhadores e trabalhadoras.

Em se tratando de juventude, é interessante perceber que a maior taxa de desemprego é entre a juventude até 24 anos. Dentre essa taxa, a juventude negra possui um número mais elevado de desemprego que a branca e que para as mulheres negras essa dificuldade de se empregar em bons serviços é mais alta ainda.

Ao jovem trabalhador e trabalhadora da cidade, hoje, sobram os serviços nas áreas de comércio e telemarketing, principalmente. Ou em trabalhos braçais, muitos, informais. Para a juventude trabalhadora do campo a realidade também não é animadora, visto que os meios de trabalho apresentados para a maioria destes são ou na agroindústria ou tendo a produção de alimentos, fruto de seus trabalhos, vendida a “preço de banana” para atravessadores, que vendem esses produtos para redes de supermercados e hortifrútis a preços muito maiores que os comprados.

A saúde do trabalhador e da trabalhadora está cada vez mais fragilizada, por conta desta exploração de seu trabalho, seja diretamente pelas complicações causadas pelo trabalho precarizado que a classe trabalhadora se apresenta, seja pela relação do trabalho com o transporte público, cada vez mais precário para o trabalhador e trabalhadora basileir@s.

Por todas essas contradições e absurdos cometidos contra a classe trabalhadora que o Levante se coloca em movimento, nas ruas, pautando o projeto popular para o Brasil, até que nenhum homem ou mulher seja explorado pela burguesia, nacional ou estrangeira. Até que a Bandeira vermelha, no mundo  possa triunfar e o fruto do trabalho ser de quem trabalhar.

Durante todo o ato o Levante conversou com os trabalhadores e trabalhadoras que uma das causas de toda esta exploração são a falta de políticas públicas de acesso a empregos dignos e sem exploração. Assim o Levante entende que a Reforma Política do congresso se faz necessária e que o Plebiscito Popular por uma constituinte soberana e exclusiva se apresenta como ótima articulação da classe trabalhadora para a mudança real e concreta que queremos ver na sociedade brasileira. Por isso convidamos todo o povo brasileiro a participar dessa luta.

“Juventude que ousa lutar: constrói o poder popular.”

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Levante Popular da Juventude do Rio de Janeiro, através da nossa rádio, vem trazer nosso debate e luta pela democratização dos meios de comunicação!

Diante do cenário da comunicação brasileira, entidades da sociedade civil e do movimento social se organizaram para encaminhar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações para regulamentar o que diz a Constituição em relação às rádios e televisões brasileiras. A marca de 1 milhão e trezentas mil assinaturas colocará o Projeto de Iniciativa Popular por Mídia Democrática em debate no Congresso Nacional! Vamos mudar a história da comunicação brasileira levando às ruas o debate da democratização da comunicação.

Nesse programa, ouviremos um pouco mais sobre a proposta de lei e entender porque é tão importante lutarmos por uma mídia verdadeiramente democrática e popular!

“Eu quero ouvir a voz do povo na televisão, tem que o acabar com o monopólio da informação…”

Agora que vc já ouviu no programa, não se esqueça de entrar no site da Campanha e se informar sobre a campanha e o Projeto de Lei: 

http://www.paraexpressaraliberdade.org.br !

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No dia 4 de novembro de 1969, em São Paulo, Carlos Marighella, lutador do povo brasileiro, que resistia ao regime instaurado pelo Golpe Civil-Militar de 1964, foi assassinado por agentes do Estado brasileiro. Relembramos hoje essa data em mais um programa da nossa rádio não com tristeza, mas com a consciência de que, embora tenha morrido no passado, Marighella vive no presente, está na rua conosco e com todxs aqueles que ousam lutar por um Brasil diferente.

“Há 44 anos mataram um homem. O mataram na luta. O corpo alvejado já não mais andaria pelas ruas da cidade, pelos becos da Revolução. Mataram o homem, mas não conseguiram matar o sonho, que é imune à bala e ao ódio. O sonho do homem que mataram há tantos anos corre pela cidade, galopa pelo campo e explode no coração do povo. E o homem, o sonho do homem, vivem.”

Luiz Paulo Magalhães

Militante do Levante Popular da Juventude RJ


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O Levante Popular da Juventude entre nos ares com mais um programa temático e uma discussão fundamental que vem ocorrendo no Rio de Janeiro e em todo país: a luta dos professores, o “Levante da Educação” contra o projeto de educação que temos no país e a realidade indigna das salas de aula. Nesse programa, ouvimos a juventude que hoje está entrando nessa luta enquanto classe organizada e quem  há anos já vem a construindo. Um programa super importante para demarcar que mesmo com o fim das greves no Rio de Janeiro (do estado e município), nossa educação continua em movimento e o Levante Popular da Juventude estará sempre junto, seja nas salas de aulas, nas escolas, universidades ou nas ruas! Escutem e divulguem!!!

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A Rádio Levante é uma das vozes da JUVENTUDE LATINOAMERICANA EM LUTA!

Apresentamos em duas partes a História e Atualidade do Conflito da Colômbia. E convidamos a todxs a levantar nossa voz junto ao povo colombiano!

Parte 1:

Parte 2:

Para contribuir com a Marcha Patriótica e a luta do povo colombiano, acesse a página do Facebook:

Marcha Patrótica – Capítulo Brasil

 

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No dia 26 de setembro de 2013, mulheres de diversos movimentos sociais e coletivos feministas do Rio, foram para frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro gritar pela vida das mulheres, contra o machismo e pela legalização do aborto!
Dentre os movimentos presentes estavam a Marcha Mundial das Mulheres, Quizomba, CAMTRA, Movimento Mulheres de Atitude, Levante Popular da Juventude, dentre outros.
O ato teve como um de seus pontos principais o repúdio ao Projeto de Lei 416/11 que visa instituir no âmbito do Estado do Rio de Janeiro o Programa Estadual de Prevenção ao Aborto e Abandono de Incapaz, e autoriza o Poder Executivo a criar Casas de Apoio à Vida, de uma forma que reforça ainda mais a criminalização da mulher.
Além disso, dia 28 de setembro foi o Dia Latino-Americano pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe, e as mulheres foram às ruas lembrar que o aborto não deve ser tratado como uma questão moral, mas sim de saúde pública.
Não podemos nos calar frente à morte das mulheres, principalmente negras e pobres que morrem em clínicas clandestinas, em casa ou maltratadas em hospitais.
As mulheres ricas podem pagar clínicas caras, as pobres não.

CRIMINALIZAÇÃO NÃO É A SAÍDA
Nós mulheres viemos às ruas para denunciar que mais de 1 milhão de abortos clandestinos são realizados no Brasil todo ano! Por serem clandestinos, esses abortos são feitos de maneira insegura e insalubre, gerando um alto índice de morte materna. Essa realidade precisa ser transformada e, entendemos que o caminho não é reforçar a criminalização do aborto, mas sim, trata-lo como um tema de saúde pública.
Você conhece uma mulher que já abortou?
Segundo a Pesquisa Nacional do Aborto, divulgada pelo Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (ANIS) e pela Universidade de Brasília (UNB), 1 a cada 5 mulheres brasileiras urbanas já abortou, sendo que 2/3 delas declararam-se católicas, evangélicas ou possuem outra religião.
Você acha que essa mulher que abortou é criminosa e deve ser presa?
Outra pesquisa, essa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), feita a pedido da Organização Não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir, informou que quase 70% da população é favorável ao direito ao aborto quando a mulher corre risco de vida ou quando o feto não sobreviverá após o parto; 52% apoia o direito de escolha quando a gravidez decorre de estupro; 96% entende que não é papel do governo prender as mulheres que abortaram; e que 61% afirma que essa decisão cabe à mulher.
No Uruguai, houve a legalização do aborto em dezembro de 2012 e até maio de 2013, foi zero o número de mortes maternas por abortos, além de ter sido reduzida a quantidade de abortos por ano de 33 mil para 4 mil – o que demonstra os efeitos positivos de retirar a prática do aborto da condição de crime e tratá-lo como questão de saúde pública.
Nós mulheres não devemos reforçar a criminalização do aborto, que provém de uma legislação machista e atrasada da década de 1940. A bancada moralista da ALERJ, porém, deseja aprovar um projeto de lei (PL.416/11) que dificulta ainda mais o direito (já adquirido) da mulher de abortar em caso de ter sido vítima de estupro, reforçando a criminalização das mulheres e, consequentemente, o alto índice de morte materna.
Esses moralistas desejam criar “casas de apoio à vida” (que mais parecem “casas de estupro”), para evitar que as mulheres abortem em caso de estupro ou de gravidez indesejada. Queremos frisar que não somos contra a assistência pré-natal com a atuação de médicos e psicólogos, porém desejamos que essa assistência seja para TODAS as mulheres e não apenas para convencer aquelas que desejam abortar.
As mulheres devem ter controle sobre seus próprios corpos, devem ter autonomia para escolherem!
Esse é o caminho que perseguimos: “Educação sexual para prevenir, contraceptivos para não engravidar, aborto seguro para não morrer”

LEGALIZAR O ABORTO! DIREITO AO NOSSO CORPO!
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE – RJ