Arquivo da categoria ‘MMM’

ultimo

O dia 25 de Novembro é Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

No Rio de Janeiro, o Fórum Estadual de combate a Violência contra as Mulheres convida a todas a construir um grande dia de luta contra todas as formas de violência às mulheres e o Coletivo de Mulheres da UFRuralRJ convida todas e todos a participarem da Semana de Combate à Violência Contra as Mulheres.

25/11 – Passeata “A cidade é nossa, a rua é nossa, o corpo é meu” – 17h – Na Candelária
25 a 27/11- Semana de Combate à Violência Contra as Mulheres – UFRuralRJ

Como Rádio LevanteRJ levantamos nossas vozes contra a violência às mulheres e convidamos as companheiras e companheiros a se somar nessa luta!


Anúncios

 

1272623_608635072533834_534702849_o

No dia 26 de setembro de 2013, mulheres de diversos movimentos sociais e coletivos feministas do Rio, foram para frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro gritar pela vida das mulheres, contra o machismo e pela legalização do aborto!
Dentre os movimentos presentes estavam a Marcha Mundial das Mulheres, Quizomba, CAMTRA, Movimento Mulheres de Atitude, Levante Popular da Juventude, dentre outros.
O ato teve como um de seus pontos principais o repúdio ao Projeto de Lei 416/11 que visa instituir no âmbito do Estado do Rio de Janeiro o Programa Estadual de Prevenção ao Aborto e Abandono de Incapaz, e autoriza o Poder Executivo a criar Casas de Apoio à Vida, de uma forma que reforça ainda mais a criminalização da mulher.
Além disso, dia 28 de setembro foi o Dia Latino-Americano pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe, e as mulheres foram às ruas lembrar que o aborto não deve ser tratado como uma questão moral, mas sim de saúde pública.
Não podemos nos calar frente à morte das mulheres, principalmente negras e pobres que morrem em clínicas clandestinas, em casa ou maltratadas em hospitais.
As mulheres ricas podem pagar clínicas caras, as pobres não.

CRIMINALIZAÇÃO NÃO É A SAÍDA
Nós mulheres viemos às ruas para denunciar que mais de 1 milhão de abortos clandestinos são realizados no Brasil todo ano! Por serem clandestinos, esses abortos são feitos de maneira insegura e insalubre, gerando um alto índice de morte materna. Essa realidade precisa ser transformada e, entendemos que o caminho não é reforçar a criminalização do aborto, mas sim, trata-lo como um tema de saúde pública.
Você conhece uma mulher que já abortou?
Segundo a Pesquisa Nacional do Aborto, divulgada pelo Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (ANIS) e pela Universidade de Brasília (UNB), 1 a cada 5 mulheres brasileiras urbanas já abortou, sendo que 2/3 delas declararam-se católicas, evangélicas ou possuem outra religião.
Você acha que essa mulher que abortou é criminosa e deve ser presa?
Outra pesquisa, essa feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), feita a pedido da Organização Não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir, informou que quase 70% da população é favorável ao direito ao aborto quando a mulher corre risco de vida ou quando o feto não sobreviverá após o parto; 52% apoia o direito de escolha quando a gravidez decorre de estupro; 96% entende que não é papel do governo prender as mulheres que abortaram; e que 61% afirma que essa decisão cabe à mulher.
No Uruguai, houve a legalização do aborto em dezembro de 2012 e até maio de 2013, foi zero o número de mortes maternas por abortos, além de ter sido reduzida a quantidade de abortos por ano de 33 mil para 4 mil – o que demonstra os efeitos positivos de retirar a prática do aborto da condição de crime e tratá-lo como questão de saúde pública.
Nós mulheres não devemos reforçar a criminalização do aborto, que provém de uma legislação machista e atrasada da década de 1940. A bancada moralista da ALERJ, porém, deseja aprovar um projeto de lei (PL.416/11) que dificulta ainda mais o direito (já adquirido) da mulher de abortar em caso de ter sido vítima de estupro, reforçando a criminalização das mulheres e, consequentemente, o alto índice de morte materna.
Esses moralistas desejam criar “casas de apoio à vida” (que mais parecem “casas de estupro”), para evitar que as mulheres abortem em caso de estupro ou de gravidez indesejada. Queremos frisar que não somos contra a assistência pré-natal com a atuação de médicos e psicólogos, porém desejamos que essa assistência seja para TODAS as mulheres e não apenas para convencer aquelas que desejam abortar.
As mulheres devem ter controle sobre seus próprios corpos, devem ter autonomia para escolherem!
Esse é o caminho que perseguimos: “Educação sexual para prevenir, contraceptivos para não engravidar, aborto seguro para não morrer”

LEGALIZAR O ABORTO! DIREITO AO NOSSO CORPO!
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE – RJ

1280835_606465469417461_1555033980_n

Hoje, na ALERJ, será votado o Projeto de Lei Nº 416/2011, que trata do “Programa Estadual de prevenção ao aborto e abandono de incapaz”, que autoriza a criação, pelo poder executivo, de “Casas de Apoio à Vida”. Essas casas são destinadas somente à mulheres em situação de gravidez indesejada, ou seja, aquelas que foram vítimas de estupro, ou até mesmo os casos de gravidez incidental. Somado a isso, o projeto versa sobre como irão orientar tais mulheres nesse processo, o que nos parece ser uma tentativa de convencer as mulheres que foram estupradas a desistirem da realização do aborto, que lhes é um direito. Desse modo, as mulheres teriam de aceitar a condição inevitável de seu estupro, tendo que se conformar com a gravidez posterior.

Muitas questões envolvem esse projeto, e muito mais do que buscar o bem estar das mulheres, tenta tirar direitos já conquistados por nós mulheres e dá aos religiosos poderes reais de interferência nesses casos.

Mas as mulheres do Levante não deixaram de mostrar sua voz com relação a isso! Então hoje, juntamente com as mulheres da Marcha Mundial e todas aquelas que querem ter seus direitos respeitados, faremos um ato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro apresentando a nossa posição e lutando para que nossa vida seja respeitada!

O corpo é nosso! É pela vida das mulheres!

Todas à ALERJ, 13h!

marcha-internacional-mulheres-paulista-2013_cut

Mais de 80 mulheres do Levante Popular da Juventude de todas as regiões do país, estiveram presentes no 9ª Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, em São Paulo, que teve como lema: “Feminismo em Marcha para Mudar o Mundo”, nos dias 25 a 31 de agosto.

O encontro contou com a participação de vozes feministas de todos os continentes que relataram as especificidades da opressão de gênero em seus países e a afirmação de que as mulheres tem comum o mesmo inimigo: o sistema capitalista, patriarcal e lesbofóbico.

mmmbahianewhit

Para Patrícia Chaves, do Levante, foram dias de solidariedade, de partilha de vidas e resistências. Dias de debate sobre o avanço do capital sobre os territórios, trabalho e corpo das mulheres. Foram dias de fortalecer um campo político e refletir sobre as trajetórias do feminismo nesse continente. Tudo isso com muita diversidade, batucada feminista, cores, lambes, estencil, músicas e alegria.

O Encontro reafirmou o compromisso das mulheres do Levante contra o machismo e da sua aliança com a Marcha Mundial das Mulheres, com que o movimento tem parceria  desde sua criação.

As companheiras Larissa e Mariana, do Levante do Rio de Janeiro, contam no terceiro programa da Rádio LevanteRJ como foi o encontro da Marcha e a importância da luta feminista! Ouveaí!



Para ler o texto completo, acesse aqui o site do Levante Nacional. 
E para saber mais sobre a Marcha Mundial das Mulheres, acesse aqui o site delas.

image_large
SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!